A ARUC é a maior campeã dos carnavais de Brasília, tendo conquistado 31 dos 49 desfiles oficiais dos quais participou. Ela só não ganhou em 16 desfiles, sendo que em 11 deles ficou com o vice-campeonato e por quatro vezes em 3º lugar. Como se isso não bastasse, a ARUC detém o recorde de octacampeã do carnaval (1986 a 1993), superando inclusive o heptacampeonato conquistado no Rio de Janeiro por sua madrinha Portela.
Os enredos apresentados durante a sua gloriosa história abordaram os mais variados temas, oferecendo ao público um painel da história do nosso país, da sua arte, da sua cultura e do samba ou apresentando temas polêmicos e satíricos. Uma verdadeira aula sobre a gente e a alma brasileira.
Na tarde do dia 21 de outubro de 1961, um grupo de moradores do Bairro do Gavião (antigo nome do Cruzeiro), reuniu-se nos fundos da casa de Paulo Costa, na Quadra 14, para fundar uma entidade que promovesse o congraçamento dos moradores do bairro,desenvolvendo atividades de lazer, esporte e cultura. Nascia aí a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro.
Como a maioria dos seus fundadores era formada por cariocas, transferidos recentemente do Rio de Janeiro para a nova Capital, uma das primeiras providências da nova entidade foi a criação do Departamento de Escola de Samba. Estavam lançadas as bases da Escola de Samba Unidos do Cruzeiro.
Após um começo marcado por dificuldades e polêmicas internas, a ARUC deu seus primeiros passos para uma hegemonia como pouco se viu nos carnavais do Brasil. Seus primeiros títulos formaram uma seqüência de cinco anos, desbancando a até então maior rival, Alvorada em Ritmo da Asa Sul. Batizada por Natal da Portela, a escola azul e branco do Cruzeiro teve uma trajetória de muitas alegrias, mas também crises que deixaram marcas, porém servindo para aguçar ainda mais o espírito de luta. Episódios como a desclassificação por reduzido número de integrantes em 1974 ou o até hoje misterioso sumiço da bandeira no desfile de 1979 marcaram uma década de problemas, mas inevitável volta por cima. Sob o comando do presidente Nilton Sabino, a ARUC assumiu a condição de maior escola de samba do Distrito Federal de uma vez por todas. Sob os cuidados do carnavalesco Roberto de Lima Machado a ARUC foi colecionando vitórias e mais vitórias.
| Ano | Colocação | Enredo |
|---|---|---|
| 1962 | 3° lugar | Exaltação à Brasília |
| 1963 | Vice-campeã | Exaltação a Goiás |
| 1964 | Vice-campeã | Exaltação à Bahia |
| 1965 | Campeã | Imprensa Régia |
| 1966 | Bicampeã | Homenagem a Santos Dumont |
| 1967 | Tricampeã | Homenagem a Bernardo Sayão |
| 1968 | Tetracampeã | Dona Beja e seus amores |
| 1969 | Pentacampeã | Rio através dos sonhos | 1970 | Vice-campeã | Chico Viola |
| 1971 | Campeã | Brasil Gigante |
| 1972 | 5º lugar | Noite Inspiradora |
| 1973 | 3º lugar | Poesia e Artes |
| 1974 | Desclassificada | Exaltação aos imortais |
| 1975 | Campeã | Raízes do Nosso Povo |
| 1976 | Bicampeã | Nordeste explode em festa |
| 1977 | Tricampeã | Chico Rei, sua História e sua Glória |
| 1978 | Tetracampeã | Brasília na solidão do azul e branco |
| 1979 | Vice-campeã | Yemanjá, um poema de amor |
| 1980 | Vice-campeã | Ouro em grão, o café |
| 1981 | Não houve desfile oficial | A doce ilusão do carnaval |
| 1982 | Campeã | Da loucura da vida à ilusão do Carnaval |
| 1983 | Bicampeã | Viagem Imaginária a Terras das Amazonas em Busca do Eldorado |
| 1984 | Tricampeã | Festa para o Rei Negro |
| 1985 | Vice-campeã | Levanta a cabeça meu povo e olhe pro céu |
| 1986 | Campeã | ARUC, 25 anos de samba, esporte e cultura |
| 1987 | Bicampeã | Vou me embora pra Pasárgada |
| 1988 | Tricampeã | Cantos e encantos da Ilha da Assombração |
| 1989 | Tetracampeã | Samba do crioulo doido, 100 anos de comédia |
| 1990 | Pentacampeã | Tuxaua Buopé, um guerreiro da Amazônia |
| 1991 | Hexacampeã | As artes e manhas do Barão de Itararé |
| 1992 | Heptacampeã | O Rei sou eu |
| 1993 | Octacampeã | Portela, de Paulo a Paulinho |
| 1994/1995 | Não houve desfile oficial | Silas de Oliveira, o Rei do Samba-Enredo |
| 1996 | A ARUC decidiu não participar por não concordar com as precárias condições de infra-estrutura da Passarela | Não houve enredo |
| 1997 | Campeã | Agoniza, mas não morre |
| 1998 | 4º lugar | Pacotão, 20 anos na contramão |
| 1999 | Vice-campeã | A viagem do Cruzeiro pelos mistérios do Universo |
| 2000 | Campeã | Do batuque ao samba, 500 anos de sons e ritmos |
| 2001 | Bicampeã | Magia, sonho, fantasia e realidade, 50 anos da televisão no Brasil |
| 2002 | Tricampeã | ARUC e Fundo de Quintal, uma só paixão |
| 2003 | Não houve desfile oficial | Cora Coralina, a poesia de Vila Boa de Goyas |
| 2004 | Tetracampeã | Sou negro, forte, destemido, batuqueiro, libertário. Sou Solano Trindade |
| 2005 | 3º lugar | Um caldeirão de culturas: de Dilermando Reis a Cássia Eller |
| 2006 | Campeã | Todos os azuis do azul |
| 2007 | Bicampeã | Iguaçu, As cataratas que surgiram do amor |
| 2008 | Vice-campeã | Faz-me rir! De Cacareco e Carranquinha a Jajá e Juju, os personagens do humor em Brasilia |
| 2009 | Campeã | O gavião abre as asas para Joãsinho Trinta, o mago do carnaval |
| 2010 | Bicampeã | Brasília Mística – Os mistérios da capital dos sonhos |
| 2011 | Tricampeã | ARUC Jubileu de Ouro, Uma história de amor em azul e branco |
| 2012 | Vice-campeã | Portinari, as cores e as caras do Brasil |
| 2013 | Vice-campeã | O Gavião apaixonado apresenta três formas de amor |
| 2014 | Vice-campeã | Minha jangada vai sair pro mar pra festejar o centenário de Dorival Caymmi |
| 2015 a 2019 | Não houve desfile oficial | Theatro ARUC: 20 anos dos Melhores do riso no Mundo da gargalhada |
| 2020 | Não houve desfile oficial | Perguntei ao espelho meu: Qual delas é a mais linda do que eu? |
| 2021 | Live: ARUC 59 anos (Pandemia) | Quem é maneiro mora no Cruzeiro |
| 2022 | Lives: Atividades Carnavalescas Permanentes (Pandemia) | Uma outra história do Brasil: E se a nossa Independência fosse diferente? |
| 2023 | 3º lugar | Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima |
| 2024 | Não houve desfile oficial | Dinâmico R, o super-herói do Cruzeiro encontra Garuquinho, mascote da ARUC |
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